domingo, 22 de maio de 2011

UMA BREVE HISTÓRIA DO USO DAS LETRAS MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS*

Diz-nos Evanildo Bechara que "A língua portuguesa é a continuidade ininterrupta, no tempo e no espaço, do latim levado à Península Ibérica pela expansão do império romano, no início do séc. III a.C."; mas é somente no século XIII d.C. que temos os primeiros documentos históricos em língua portuguesa, daí o porquê de se afirmar que ela se originou no citado século.

No latim clássico não havia a distinção entre maiúsculas e minúsculas, porquanto somente aquelas eram utilizadas. As minúsculas, por sua vez, surgiram apenas entre os séculos IV e VI d.C. e eram vistas como uma opção à parte e não uma complementação das maiúsculas.

Desta feita, era comum se usar um texto completamente com as letras maiúsculas ou completamente com as minúsculas.

A ideia de mesclar os dois tipos de letras surgiu na Idade Média, principalmente quando os mosteiros passaram a ser responsáveis pela reprodução de obras literárias, em cujo período o livro passa a ser visto como uma obra de arte, de sorte que não somente o conteúdo seria observado, como também os aspectos gráficos.

Em outras palavras, a aparência do livro passou a merecer uma atenção redobrada. Foi exatamente aqui que surge a junção da inicial maiúscula com as demais letras minúsculas que formam uma palavra. Convencionou-se que um texto redigido com todas as letras maiúsculas se tornava mais difícil de ser lido (eis um fato), razão por que optaram pelas minúsculas.

Houve, no entanto, alguns saudosistas do velho latim (que adotava todas as letras maiúsculas) que reivindicaram uma volta ao passado. Embora tenham perdido a causa, ganharam em outro aspecto: teria surgido daí a explicação para a utilização das iniciais maiúsculas em fatos históricos importantes, bem como em nomes próprios.

É por esta razão que ainda hoje adotamos as iniciais maiúsculas em alguns casos, como em palavras que designam fatos importantes (Dia do Trabalho, Dia das Mães, Reforma Protestante, Contrarreforma), visto que os medievais julgaram que os velhos tempos clássicos não deveriam ser esquecidos, assim como renascentitas idolatraram a Grécia e a Roma clássicas. Assim, escrevem-se Renascença e não renascença, Idade Média e não idade média, Dia de Finados e não dia de finados.

É depois de tais convenções que surge a pontuação na língua portuguesa. Aos poucos são incorporados alguns sinais vindos de outras línguas, como o asterisco - uma invenção alemã do século 19.

UMA BREVE HISTÓRIA DO LIVRO

A partir da década de 60 do século vinte a UNESCO considerou o livro "uma publicação impressa, não periódica, que consta de no mínimo 49 páginas, sem contar as capas".

Pode-se dizer que foi na Idade Média que ele sofreu os mais significativos progressos, tanto na parte interna como externa. Foi também no citado período que houve considerável aumento de leitores, fato este movido por um conjunto de fatores.

Foi na Idade Média que aconteceu a inserção da página. No século XIII foram confirmadas as novas mudanças técnicas que permitiram novo rosto e nova utilização do livro.

É exatamente no período que ficou conhecido como a "Idade das Trevas" que a pontuação é melhorada. As letras maiúsculas e minúsculas são divididas com finalidade bem distintas, diferentemente do que ocorria anteriormente, quando ambas eram usadas de forma desordenada.

Os livros ganham títulos e capítulos. Criam-se os índices de assuntos classificados em ordem alfabética. A paginação dos livros universitários ganham margens maiores, que se destinavam à aposição de comentários dos estudantes.

A Bíblia passou a ser impressa com capítulos e versículos. Primeiro aqueles, depois estes. Até então não se vislumbravam os textos bíblicos que contemplamos hoje.

Os copistas se multiplicaram e com eles as novas técnicas de reprodução (antes mesmo do surgimento da imprensa de Gutemberg. Surge o livreiro como o conhecemos atualmente.

Com o advento da universidade cresce consideravelmente o interesse pelo livro. É na Idade Média que desaparece a leitura em voz alta, uma vez que era tradição os alunos lerem como se o fizessem para uma plateia. Outro fator que destacou a história do livro foi o crescente número de traduções nas línguas vernáculas, ou seja, na língua de cada país.

*Textos extraídos de meu blog www.historiaesuascuriosidades.blogspot.com

.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Juiz de Direito, juiz de direito ou juiz de Direito?

Analise as seguintes proposições:

I - O Juiz de Direito prolatou a sentença na data prevista.
II - O juiz de direito prolatou a sentença na data prevista.
III - O juiz de Direito prolatou a sentença na data prevista.

Sobre o uso de iniciais maiúsculas e minúsculas, aponte a única opção verdadeira:

a) ( ) Somente a proposição I está correta;
b) ( ) Somente a proposição II está correta;
c) ( ) Somente a proposição III está correta;
d) ( ) As três proposições estão corretas;
e) ( ) Somente as proposições I e III estão corretas.

RESPOSTA: A alínea "g" da Base XIX do Acordo Ortográfico de 1990, afirma, textualmente, que as iniciais minúsculas são usadas "nos nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas (opcionalmente, também, com maiúsculas): português (ou Português), matemática (ou Matemática); línguas e literaturas modernas (ou Línguas e Literaturas Modernas)".

Os exemplos trazidos acima estão, como dissemos, textualmente na referida Base. A lição é clara: a prioridade é usar a inicial minúscula quando a palavra empregada designa um curso universitário, um domínio do saber, uma disciplina, embora não seja errado usar a inicial maiúscula, sendo esta obrigatória somente quando a palavra usada inicia uma frase.

Assim, é correto dizer que José faz medicina (ou José faz o curso de direito), como também é correto afirmar que José faz Medicina (ou José faz o curso de Direito), esclarecendo que é preferível, agora, usar a inicial minúscula, diferentemente de outrora, quando era de rigor usar somente a inicial maiúscula em tais situações.

No caso do problema apresentado pelo blog, há de se trazer alguns esclarecimentos. Pelo que se depreende da alínea "g" da Base XIX do novo Acordo, a opção "d" é a única que está correta, visto que as três proposições sugeridas são verdadeiras.

De tal modo, eu posso escrever O juiz de direito prolatou a sentença, assim como O Juiz de Direito prolatou a sentença, como também O juiz de Direito prolatou a sentença. Posso usar uma das três alternativas sem problemas, embora "Juiz de Direito" seja a mais conhecida.

E com relação ao "j" de juiz, por que ela pode ser maiúscula ou minúscula. Porque ela inicia o nome de uma profissão (juiz) e, pelas modernas regras gramaticais, nomes que designam profissão podem ter a inicial maiúscula ou minúscula, embora esta última é prioritariamente recomendada.

A opção por Juiz de Direito (com o "J' e o "D" maiúsculos), deve ser encorajada em documentos oficiais em que tal cargo seja exposto em situações como as que seguem abaixo:

==========================
"Ofício nº 1/2011


A Sua Excelência o Senhor
Fulano Beltrano Sicrano
Juiz de Direito


Senhor Juiz de Direito,



Sirvo-me do presente para......."

==========================

O mundo está mudando e a língua portuguesa também. Outrora, havia mil e uma recomendações em relação ao desuso de iniciais minúsculas. Hoje, diríamos, há uma inversão de tais recomendações. Palavras cujas letras são todas maiúsculas incomodam, são cansativas ao leitor. É crescente, nos mais modernos meios de comunicação, a preferência pela inicial minúscula.

Na próxima postagem, o blog trará um resumo histórico sobre o uso de iniciais maiúsculas e minúsculas. Tentará mostrar como se deu o processo de mudança em relação ao uso de tais letras, desde a Antiguidade aos dias atuais.

.

terça-feira, 10 de maio de 2011

INFANTO-JUVENIL, INFANTO JUVENIL ou INFANTOJUVENIL?

De acordo com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, selecione a única opção verdadeira:

a) ( ) O correto é somente infanto-juvenil;
b) ( ) O correto é somente infanto juvenil;
c) ( ) O correto é somente infantojuvenil;
d) ( ) As duas primeiras opções são aceitáveis;
e) ( ) As três primeiras opções são aceitáveis.

RESPOSTA: O Volp traz como única resposta o que está assinalado na opção "c": infantojuvenil.

.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

PÉRFURO-CORTANTE OU PERFUROCORTANTE?

De acordo com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, selecione a única opção verdadeira:

a) ( ) O correto é somente pérfuro-cortante;
b) ( ) O correto é somente perfurocortante;
c) ( ) Posso usar pérfuro-cortante ou perfurocortante, indiferentemente;


RESPOSTA: O correto é o que está assinalado na opção "b": perfurocortante.

O Volp afirma, ainda, que se trata de um adjetivo que admite os dois gêneros (masculino e feminino). A sílaba tônica é "tan" e desaparece o acento agudo de pérfuro, ante a justaposição.

.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

AR-CONDICIONADO ou AR CONDICIONADO? COMO SE PLURALIZA TAL VOCÁBULO?

Analise as proposições abaixo e, de acordo com o que ensina a Academia Brasileira de Letras, selecione a opção verdadeira:

1 - Carla não gosta de ar condicionado, embora tenha um ar-condicionado.
2 - Maria comprou dois ares-condicionados.
3 - Pedro adquiriu dois aparelhos de ar condicionados.
4 - Maria vendeu três aparelhos de ar-condicionados.
5 - A empresa abriu mão de seus aparelhos de ares condicionados.

Escolha a opção correta:

a) ( ) Há quatro proposições verdadeiras.
b) ( ) Há três proposições erradas.
c) ( ) As proposições "1" e "5" estão erradas.
d) ( ) A proposição "2" está errada.
e) ( ) O novo Acordo Ortográfico só não admite as proposições "2" e "4" como verdadeiras.

RESPOSTA: Referindo-se ao aparelho, escreve-se com hífen (ar-condicionado), cujo plural é ares-condicionados. Fazendo-se menção ao ar que sai do aparelho, escreve-se sem hífen (ar condicionado).

Em Carla não gosta de ar condicionado, embora tenha um ar-condicionado temos claramente a distinção das duas situações.

Deste modo, se pretendo comprar dois aparelhos para refrigerar meu ambiente, devo pedir dois ares-condicionados.

Assim, a opção "b" é a verdadeira, visto que há três proposições erradas, no caso 3, 4 e 5.

.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

TAL QUAL ou TAIS QUAIS?

Nas opções abaixo há erros e acertos em relação ao uso da concordância nominal. Identifique-os.

a) ( ) Ele era tal qual seus primos.
b) ( ) Elas eram tal qual os pais.
c) ( ) Os boatos são tais quais a notícia.
d) ( ) Os deveres não são tais qual a obrigação.
e) ( ) José é tal quais seus princípios.

RESPOSTA: Segundo Bechara, "tal, como todo determinante, concorda em gênero e número com o determinado". Assim, são corretas as construções do tipo: Tal opinião, tais motivos, etc.

Diz o mesmo autor que, "em correlação, tal qual também procedem à mesma concordância". Assim, devo dizer quais seus sonhos, qual seu desejo, etc.

Analisando as cinco alternativas propostas no problema, constatamos que as três primeiras estão erradas. Corrigindo-as, temos:

a) ( ) Ele era tal quais seus primos.
b) ( ) Elas eram tais quais os pais.
c) ( ) Os boatos são tais qual a notícia

Observemos que na frase "a", tal concorda com Ele e quais com seus primos. Na segunda frase, tais concorda com Elas e quais com os pais. Do mesmo modo, na opção "c", tais concorda com Os boatos e qual com a notícia.

As opções "d" e "e" estão escritas corretamente. Aproveite e releia as cinco frases e note a aplicação das regras acima mencionadas.

.

sábado, 16 de abril de 2011

ÓLEO DE COPAÍBA ou ÓLEO-DE-COPAÍBA?

Analise as frases abaixo e, de acordo com o Vocabulário Ortográfico, assinale a opção verdadeira em relação ao emprego do hífen.

a) ( ) O correto é somente óleo-de-copaíba (com hífen).
b) ( ) O correto é somente óleo de copaíba (sem hífen).
c) ( ) Posso escrever as duas formas, dependendo do significado do substantivo a ser empregado.

RESPOSTA: O Volp registra óleo de copaíba (sem hífen), tratando-se do "bálsamo". Se a referência diz respeito à árvore (espécie de árvore), escreve-se óleo-de-copaíba (com hífen). Ou seja, na farmácia peça óleo de copaíba.

.

sábado, 9 de abril de 2011

P.S. ou PS (POST SCRIPTUM)?

Às vezes nos deparamos com a abreviatura de post scriptum (depois de escrito, em português) no final de uma carta - ou de qualquer outro documento escrito, sinalizando que após o término de uma redação, o autor pretendeu acrescentar algo mais. Assim, de acordo com o Vocabulário Ortográfico, analise as opções abaixo e selecione a única verdadeira:

a) ( ) A abreviatura correta é somente PS (sem ponto).
b) ( ) A abreviatura correta é somente P.S.
c) ( ) É lícito usar qualquer uma das duas abreviaturas mencionadas nas opções anteriores.

RESPOSTA: Opção "c" é a resposta. O Vocabulário Ortográfico aceita as duas formas.

.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A CORRETA ABREVIATURA DE POLÍCIA MILITAR E DE PREFEITURA MUNICIPAL

Levando em conta o que registra o Vocabulário Ortográfico sobre a abreviatura de Prefeitura Municipal e Polícia Militar, analise as proposições abaixo e em seguida escolha a opção correta:

I - Para a abreviatura de Polícia Militar posso usar P.M. ou PM;
II - Para a abreviatura de Prefeitura Municipal posso usar P.M. ou PM;
III - Polícia Militar e Prefeitura Municipal têm a mesma abreviatura em comum, a saber, PM;
IV - A abreviatura de Prefeitura Municipal é somente P.M.;
V - A abreviatura de Polícia Militar é somente PM;

Responda:

a) ( ) Somente a opção III está correta;
b) ( ) Somente as opções I e IV estão corretas;
c) ( ) Somente as opções III e V estão corretas;
d) ( ) A opção II está correta;
e) ( ) Há três opções verdadeiras.

RESPOSTA: A abreviatura de Prefeitura Municipal é somente PM, ao passo que Polícia Militar admite PM e P.M. como abreviaturas.

Assim, a opção "b" é a resposta do problema, uma vez que as proposições I e IV são as únicas verdadeiras.

.

sábado, 26 de março de 2011

HEROÍNA OU HEROINA? HERÓI OU HEROI? HERÓICO OU HEROICO?

Levando em conta o que ensina o Acordo Ortográfico, aponte a opção que não apresenta nenhum erro com relação à acentuação gráfica:

a) ( ) Guaíba, pôde (pretérito), povoo, alcoólico, feiura, eles vêm, eles veem
b) ( ) Arguo, álcool, enjoo, polo, guaiba, taoísmo, eles têm
c) ( ) Feiúra, pode (pretérito), eles vem, teiú, herói
d) ( ) Heroína, heróico, herói, ele mantém, eles mantêm
e) ( ) Eles mantêm, ele mantem, taoismo, teiu, zoológico

Resposta: A opção "a" é a única que não apresenta erro. Adiante, as palavras escritas corretamente:

b) guaíba, taoismo
c) feiura, pôde (pretérito), eles vêm
d) heroico
e) ele mantém, teiú

Sobre as novas regras da acentuação gráfica, remeto o(a) leitor(a) ao ícone "Acentuação Gráfica: Acordo Ortográfico", na página incial deste blog.

.

sábado, 19 de março de 2011

CEBOLA-DE-CHEIRO OU CEBOLA DE CHEIRO? CABEÇA-DE-ALHO OU CABEÇA DE ALHO?

Analise as proposições abaixo:

I - Dona Maria comprou duas cebolas-de-cheiro e duas cabeças-de-alho.
II - Dona Maria comprou duas cebolas de cheiro e duas cabeças de alho.
III - Dona Maria comprou duas cebolas-de-cheiro e duas cabeças de alho.
IV - Dona Maria comprou duas cebolas de cheiro e duas cabeças-de-alho.

Com base no que propõe o novo Acordo Ortográfico e no que prescreve o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, a opção correta é:


a) ( ) As quatro opções podem ser consideradas corretas.
b) ( ) Somente a primeira opção está correta.
c) ( ) Somente a segunda opção está correta.
d) ( ) Somente a terceira opção está correta.
e) ( ) Somente a quarta opção está correta.


RESPOSTA: Diz o art. 3º da Base XV do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: "Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento".

Assim, se a palavra é composta e ao mesmo tempo é uma espécie botânica ou animal, haverá o hífen. É o caso de cheiro-verde, feijão-verde, formiga-branca, etc.

Nos exemplos trazidos na questão acima, creio não haver dúvida quanto à palavra "cebola-de-cheiro" (botânica), o que justifica o hífen.

Já em "cabeça de alho" não há hífen porque não temos uma palavra composta. Para efeito de compreensão, vejamos o seguinte: não existe a espécie botânica "cabeça de alho" e sim "alho", que é vendido popularmente por "dente" (um dente de alho) ou por "cabeça" (uma cabeça de alho). Assim, não há de se falar em espécie botânica chamada de "cabeça de alho" ou "dente de alho", mas somente "alho".

A opção "d" é a única que está correta, porque somente a proposição III está correta.

.

domingo, 13 de março de 2011

VER OU VÊ? VER OU VIR?

Analise as seguintes proposições:

I - Quando você vir Cícera, diga-lhe que não a vi hoje porque não vim a tempo.
II - Este é um objeto bom para se vê.
III - Conforme se ver, não se pode afirmar as razões pelas quais não a vi hoje.
IV - Vim ver; vi, contemplei e não gostei.
V - A causa está quase perdida. Vê-se, assim, a necessidade de agirmos.
VI - Se você ver Isabela, peça-lhe para não vir hoje.

Sobre o uso dos verbos ver e vir, qual das alternativas está correta?

a) ( ) Há três alternativas corretas.
b) ( ) Há duas alternativas erradas.
c) ( ) As alternativas I, II e V estão corretas.
d) ( ) Todas as alternativas têm pelo menos um erro.
e) ( ) Há duas alternativas corretas.

RESPOSTA: O correto seria:

I - Quando você vir Cícera, diga-lhe que não a vi hoje porque não vim a tempo.
II - Este é um objeto bom para se ver.
III - Conforme se , não se pode afirmar as razões pelas quais não a vi hoje.
IV - Vim ver; vi, contemplei e não gostei.
V - A causa está quase perdida. Vê-se, assim, a necessidade de agirmos.
VI - Se você vir Isabela, peça-lhe para não vir hoje.

Assim, há três alternativas corretas. A opção "a" é a única correta.

Um método prático para saber se a conjugação do verbo ver fica no infinitivo flexionado ou não flexionado, basta substituí-lo por outro verbo. Analisemos, por exemplo, as proposições II e III.

Na frase "Este é um objeto bom para se ver", substitua ver pelo verbo olhar. O correto seria "Este é um objeto bom para se olha" ou "Este objeto é bom para se olhar"? É óbvio que a segunda alternativa é a que está correta. Perceba que o verbo está no infinitivo não flexionado, ou seja, com o "r" no final.

Agora analisemos a segunda proposição:

A frase é: "Conforme se , não se pode afirmar as razões pelas quais não a vi hoje". Substitua, assim como orientamos acima, o verbo ver pelo verbo perceber e faça a devida conjugação. Qual a alternativa correta?

"Conforme se percebe, não se pode afirmar as razões pelas quais não a vi hoje."

ou

"Conforme se perceber, não se pode afirmar as razões pelas quais não a vi hoje."


  • Note que a primeira proposição é a única que está correta porque o verbo deve ser flexionado, ou seja, sem o "r".

Com relação ao verbo ver (e não vir, como havíamos escrito antes), as conjugações no futuro do subjuntivo são: "Quando (ou se) eu vir, tu vires, ele (ou você) vir, nós virmos, vós virdes, eles (ou vocês) virem".

.

terça-feira, 8 de março de 2011

REGÊNCIA

Analise as proposições abaixo.

I - Paulo se divorciou com Maria.
II - O erro consiste das inúmeras tentativas não planejadas.
III - O juiz declinou a competência em relação ao processo.
IV - Débora é cuidadosa para com seus livros e objetos pessoais.
V - Pedro está ávido por uma vitória no concurso.
VI - Sílvia está próxima a ela.
VII - Sílvia está próxima dela.

Sobre o uso regencial, assinale a opção correta:

a) ( ) Todas as frases acima estão corretas.
b) ( ) Todas as frases acima estão erradas.
c) ( ) Há somente duas frases corretas.
d) ( ) Há quatro frases erradas.
e) ( ) As frases II, III e VII são as únicas corretas.

RESPOSTA: O correto seria:

I - Paulo se divorciou de Maria.
II - O erro consiste nas inúmeras tentativas não planejadas.
III - O juiz declinou da competência em relação ao processo.
IV - Débora é cuidadosa com seus livros e objetos pessoais.
V - Pedro está ávido de uma vitória no concurso.
VI - Sílvia está próxima a ela.
VII - Sílvia está próxima dela.

Assim, há somente duas frases corretas (no caso VI e VII), portanto opção "c".

.

HEMORRÓIDA, HEMORROIDA, HEMORRÓIDE ou HEMORROIDE?

Aponte, segundo a voz oficial depois do novo Acordo Ortográfico, a única opção correta:

a) ( ) hemorróida e alho de cheiro
b) ( ) hemorroide e alho-de-cheiro
c) ( ) hemorroida e alho de cheiro
d) ( ) hemorróide e alho-de-cheiro
e) ( ) hemorróida e alho-de-cheiro

RESPOSTA: Segundo o Vocabulário Ortográfico, escrevem-se "alho-de-cheiro", "hemorroide" e "hemorroida". A opção "b", portanto, é a única que não contém erro.

Sobre o uso do hífen, vale lembrar que as palavras que designam espécies botânicas e zoológicas são hifenizadas.

Depois da Reforma Ortográfica, palavras paroxítonas cuja sílaba tônica seja formada pelo encontro vocálico "oi" deixarão de receber o acento.

"Hemorroida" e "hemorroide" são variantes, sendo admissível o emprego de ambos os vocábulos.

"VOU À BAHIA" OU "VOU A BAHIA"? "VOU À FORTALEZA" OU "VOU A FORTALEZA"?

Qual a única alternativa que não apresenta erro em relação ao emprego da crase?

a) ( ) Vou a Fortaleza, a Bahia, a Roma e a Curitiba.
b) ( ) Vou à Fortaleza, à Bahia, à Roma e à Curitiba.
c) ( ) Vou a Fortaleza, a Bahia, à Roma e à Curitiba.
d) ( ) Vou a Fortaleza, à Bahia, a Roma e a Curitiba.
e) ( ) Vou à Fortaleza, a Bahia, a Roma e a Curitiba.

RESPOSTA: A opção "d" é a única que não apresenta nenhum erro. Para que ocorra a crase é necessário haver a contração do artigo com a preposição. Esta, por sua vez, aparece quando o verbo é transitivo indireto ou bitransitivo.

No caso em questão, a preposição aparece diante das quatro palavras porque o verbo "ir (=vou) pede a referida preposição.

Já o artigo somente é encontrado à frente da palavra "Bahia", daí o porquê da existência da crase.

Para saber se há a presença do artigo, basta usar o verbo "vir" em vez do verbo "ir" (ou qualquer outro verbo). Deste modo, digo:

* "Venho de Fortaleza, da Bahia, de Roma e de Curitiba."

Observe que somente diante da palavra "Bahia" temos "da", ao passo que diante das demais temos "de". Como sabemos, "de + a = da", ou seja, "preposição + artigo = crase". Logo, onde for possível escrever somente "de" não se usa a crase, como ocorre em "Venho de Curitiba" e não "Venho da Curitiba".

A crase somente seria obrigatória se os substantivos em questão viessem determinados, como nos seguintes exemplos:

* "Vou à Fortaleza dos mares, à Bahia, à Roma dos Césares e à Curitiba bela."

.

À VISTA ou A VISTA?

Analise as opções abaixo e aponte a única que não apresenta erro quanto ao emprego da crase.

a) ( ) Não gaste a vista: óculos a prazo e à vista.
b) ( ) Não gaste à vista: óculos à prazo e à vista.
c) ( ) Não gaste a vista: óculos à prazo e a vista.
d) ( ) Não gaste à vista: óculos a prazo e a vista.
e) ( ) Não gaste a vista: óculos a prazo e a vista.

RESPOSTA: Não se usa crase diante de palavras masculinas: "Quadro a óleo" e não "Quadro à óleo", "Escrever a lápis e à caneta" e não "Escrever à lápis e à caneta".

Nas frases acima, o verbo "gastar" é bitransitivo, sendo "vista" (depois do verbo gastar) objeto direto, de modo que não há a necessidade da crase. Sendo a palavra "prazo" masculina, só resta uma alternativa correta, no caso a opção "a".

.

MEGA-SENA ou MEGASSENA? TELESSENA ou TELE-SENA?

Analisemos as seguintes proposições:

I - Pelo Acordo, palavras paroxítonas cuja sílaba tônica é formada pelo encontro vocálico "ei" não levam mais acento, como ocorre em "assembleia", "ideia", etc. Pelo mesmo raciocínio, o nome próprio "Andreia" também não terá mais o acento agudo, de modo que todas as Andreias não podem mais assinar com o referido acento.

II - Nas palavras compostas, pelo novo Acordo, sendo o primeiro elemento um prefixo grego ou latino terminado por vogal e o segundo iniciado pela consoante "s", desaparece o hífen, juntam-se os dois elementos e duplica-se a consoante que inicia o segundo elemento. É o caso, por exemplo, de "antissocial", "antessala", etc. Pela regra, as palavras "Mega-Sena" e "Tele-Sena" deverão ser escritas, respectivamente, "Megassena" e "Telessena", obrigatoriamente.

III - Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, escreve-se "dia a dia", sem hífen, e não mais "dia-a-dia". No entanto, a empresa "Dia-a-Dia" decidiu continuar sendo escrita com hífen, fato este que constitui um erro.

Dadas as proposições acima, assinale a alternativa abaixo que está corretamente interpretada:

a) ( ) As três proposições estão corretas.
b) ( ) As três proposições estão erradas.
c) ( ) Somente a primeira proposição está errada.
d) ( ) A terceira proposição é a única correta.
e) ( ) A segunda proposição é a única correta.

RESPOSTA: Pelo Acordo, realmente palavras paroxítonas cuja sílaba tônica é formada pelo encontro vocálico "ei" não levam mais acento, como ocorre em "assembleia", "ideia", etc., assim como nas palavras compostas, pelo novo Acordo, sendo o primeiro elemento um prefixo grego ou latino terminado por vogal e o segundo iniciado pela consoante "s", desaparece o hífen, juntam-se os dois elementos e duplica-se a consoante que inicia o segundo elemento. É o caso, por exemplo, de "antissocial", "antessala", etc.

Podemos assegurar, também, que segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, escreve-se "dia a dia", sem hífen, e não mais "dia-a-dia". A exceção, no entanto, segundo a Base XXI do citado Acordo, ocorre quando, "Para ressalvas de direitos, cada qual poderá manter a escrita que, por costumes ou registro legal, adote na assinatura de seu nome. Com o mesmo fim, pode manter-se a grafia original de quaisquer firmas comerciais, nomes de sociedades, marcas e títulos que estejam inscritos em registro público".

Assim, se você foi registrada como "Andréia" (com acento), embora a dita palavra seja paroxítona com a respectiva sílaba tônica no encontro vocálico "ei", não precisa proceder a novo registro, pois o Acordo aceita a permanência do acento em nomes próprios.

Pelo mesmo raciocínio podemos justificar a permanência dos compostos "Mega-Sena" e "Tele-Sena", embora o adequado seja "Megassena" e "Telessena". O mesmo vale para a empresa que assinava, antes do Acordo, "Dia-a-Dia", ainda que o correto seja dia a dia. A opção "b" está correta.

.

MEDO DE SER ATACADOS ou MEDO DE SEREM ATACADOS?

Analise as cinco frases abaixo e aponte as duas únicas que não estão de acordo com a norma culta.

a) ( ) As equipes não foram capazes de concluírem a tarefa no tempo esperado.
b) ( ) Eles estão cansados de ver aviões no céu.
c) ( ) Marido e esposa estão dispostos a se reconciliar na audiência.
d) ( ) Os assaltantes não têm medo de ser presos.
e) ( ) João e Maria têm medo de serem atacados pelos bandidos.

RESPOSTA: As duas únicas que não estão de acordo com a norma culta são as alternativas "a" e "c". Usa-se o infinitivo não flexionado, no dizer de Cegalla, "quando o infinitivo forma oração que complementa substantivos e adjetivos", a menos que o infinitivo esteja na voz reflexiva.

Assim, o correto é, por exemplo, "capazes de sair" e não "capazes de saírem", "fartos de correr" e não "fartos de correrem", "dispostos a se reconciliarem" e não "dispostos a se reconciliar, "incapazes de se ajudarem" e não "incapazes de se ajudar".

Com relação às duas últimas alternativas, havendo a voz passiva, ambas as situações são corretas. Observemos que o verbo "ser" está complementando o adjetivo "medo".

.

TODOS TRÊS ou TODOS OS TRÊS?

Das frases abaixo há no mínimo três que apresentam erros em relação ao emprego do artigo. Analise uma a uma e justifique o acerto ou erro em cada frase.

a) ( ) Foi o caso do frei Raimundo, que concluiu o ato litúrgico dentro do tempo esperado.
b) ( ) Após a missa, o monsenhor Dedé saiu com a turma para o jantar.
c) ( ) A professora Catarina foi para a casa antes do amanhecer.
d) ( ) Foram presos todos os três.
e) ( ) Todos três bandidos foram presos.

RESPOSTA: Todas as opções contêm no mínimo um erro. Vejamos, então, os referidos erros:

Opções "a" e "b": Não se usa o artigo antes de formas de tratamento, muito menos antes dos títulos honoríficos "dom", "monsenhor" e "frei".

Opção "c": Diante da palavra "casa", com significado de residência, o lar da pessoa que fala ou de quem se fala, não se deve usar o artigo, a menos que o substantivo em questão esteja acompanhado de um adjetivo, como no seguinte exemplo: "A professora Catarina foi para a casa dos pais (=paterna) antes do amanhecer.

Opção "d" e "e": Em situações como nos dois exemplos citados somente é permitida a presença do artigo quando a classe gramatical (numeral, substantivo...) estiver especificada, como na frase da opção "e", que deverá receber o artigo. O erro da opção "e", portanto, consiste na ausência do artigo, que deveria existir, ao contrário da opção "d", que o contém inadequadamente.

As frases corretas são:

a) ( ) Foi o caso de frei Raimundo, que concluiu o ato litúrgico dentro do tempo esperado.
b) ( ) Após a missa, monsenhor Dedé saiu com a turma para o jantar.
c) ( ) A professora Catarina foi para casa antes do amanhecer.
d) ( ) Foram presos todos três.
e) ( ) Todos os três bandidos foram presos.

.

TINHA PAGO ou TINHA PAGADO?

Sobre o uso correto do particípio, aponte a única alternativa que contém erro.

a) ( ) Raquel tinha pagado a conta.
b) ( ) Raquel tinha matado uma galinha para o almoço.
c) ( ) Raquel foi isentada da multa.
d) ( ) Raquel tinha ganhado na loteria.
e) ( ) Raquel foi pega de surpresa.

RESPOSTA: A opção "c" é a única que apresenta erro. É fundamental observar, no emprego do particípio, o verbo auxiliar. "Ter" e "haver" permitem o particípio do verbo regular terminado em "ado", como ganhado, pagado, salvado, etc., ao passo que os auxiliares "ser", "estar" e "ficar" exigem, geralmente, o particípio na forma irregular, terminado em "to", "so", "go", "vo", etc., como ganho, pago e salvo.

Desta feita, nada de anormal dizer "José havia acendido a fogueira", assim como afirmar "A fogueira foi acesa por José". Observemos que na primeira construção usamos o auxiliar "haver", ao passo que na segunda "ser (=foi)".

Não há, porém, o particípio "chego", do verbo "chegar". Diz-se, assim, "José tinha chegado cedo" e "José havia chegado cedo".

Observe no teste acima, que a opção "c" foi construída com o verbo "ser", o que exige o particípio mais curto (isenta), o que motivou o erro.

.

ERAM UMA VEZ ou ERA UMA VEZ?

Analise as questões abaixo e aponte as duas que não estão de acordo com a norma culta.

a) ( ) Era perto de três horas quando Sônia concluiu a prova.
b) ( ) Eram perto de três horas quando Sônia concluiu a prova.
c) ( ) Era uma vez três moças bonitas que gostava de tocar violão.
d) ( ) Eram uma vez três moças bonitas que gostavam de tocar violão.
e) ( ) Era uma vez três moças bonitas que gostavam de tocar violão.

RESPOSTA: Quando se trata de hora, a conjugação do verbo "ser", que precede a locução "perto de", tanto pode ficar no singular como no plural. Quanto à expressão "era uma vez", usada para se contar história, fica no singular, ainda que seguida de substantivo no plural. Sobre o verbo "gostar", na frase acima, concorda com o substantivo.

Assim, as opções "c" e "d" são as duas únicas que contêm erros, a primeira porque o verbo "gostar" está no singular e a segunda porque o verbo ser (eram) não está devidamente conjugado.

.

ÁGUA DE COCO ou ÁGUA-DE-COCO? CAIXA-D'ÁGUA ou CAIXA D'ÁGUA? MÃO DE OBRA ou MÃO-DE-OBRA?

Depois da última reforma gramatical, é correto afirmar que a única opção verdadeira é:

a) ( ) José e João compõem a mão de obra que está envolvida na construção da caixa-d'água do prédio.
b) ( ) Se não fosse a água-de-coco que lhe apareceu repentinamente, José teria bebido o líquido precioso da própria caixa d'água.
c) ( ) João gosta mesmo é de mão-de-obra disposta, destemida. Uma caixa-d'água para ele é "brinquedo".
d) ( ) José até brincou: "Uma água de coco é o suficiente para suprir esta caixa d'água".
e) ( ) João alertou: "Água de coco urgentemente para a mão-de-obra porque a caixa-d'água não é moleza não!".

RESPOSTA: O correto é "mão de obra" (sem hífen), "caixa-d'água" (com hífen, pois havendo o apóstrofo entre elementos compostos haverá o hífen, assim como ocorre em olho-d'água, pai-d'égua, etc.).

Quanto à "água de coco ou água-de-coco", há de se esclarecer o seguinte: a base XV do Acordo Ortográfico afirma que haverá o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas.

Atento à regra, fica óbvio que haveria o hífen em "água-de-coco", por se tratar de uma espécie botânica, tanto que na Nota Explicativa sobre o dito Acordo, a Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Brasileira de Letras se posicionou oficialmente recomendando houvesse a hifenização na referida palavra.

Depois de lançada a última edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, a própria ABL lançou um "Encarte de Correções e Aditamentos à 5ª Edição", cuja obra tinha por finalidade corrigir os erros encontrados no VOLP, mas, contrariando a citada Comissão, a Academia não colocou o hífen em "água de coco".

Desta feita, a basear-se pelo posicionamento oficial da ABL através do já mencionado VOLP (embora constitua um erro), não se usa o hífen na citada palavra composta. Assim, a opção "a" é a única verdadeira.

.

QUANDO SE ESTÁ FELIZ ou QUANDO VOCÊ ESTÁ FELIZ?

Analise as quatro frases abaixo e em seguida escolha as opções verdadeiras.

I - Quando você está feliz, a vida parece um arco-íris.
II - Quando se está feliz, a vida parece um arco-íris.
III - Antigamente você podia conversar nas calçadas com os vizinhos.
IV - Antigamente se podia conversar nas calçadas com os vizinhos.

Responda:

a) ( ) As opções II e IV não correspondem à norma culta.
b) ( ) As opções I e III estão de acordo com a norma culta.
c) ( ) Somente as opções I e III correspondem à norma culta.
d) ( ) Somente as opções II e IV estão de acordo com a norma culta.
e) ( ) As quatro opções estão de acordo com a norma culta.

RESPOSTA: Segundo Domingos Paschoal Cegalla, autor de A Novíssima Gramática, não se usa, em expressões do tipo e na linguagem culta, o vocábulo popular "você". A resposta correta é, portanto, a opção "d".

.

FEIJÃO-VERDE ou FEIJÃO VERDE? BATATA-DOCE ou BATATA DOCE?

Levando em conta o uso do hífen (depois do novo Acordo Ortográfico), aponte a única alternativa errada.

a) Maria fez o almoço com feijão-verde e ainda incluiu batata-doce.
b) José comeu feijão verde e batata doce no almoço.
c) José abriu o bocão: "Gosto de batata doce e de batata-doce".
d) José continuou a expor suas preferências: "Também gosto de feijão verde e de feijão-verde".
e) Há um tipo de feijão, o feijão verde, que não combina com um tipo batata, a batata-doce.

RESPOSTA: A única opção que apresenta erro é a "e". O novo Acordo Ortográfico afirma que "nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou quarquer outro elemento..." haverá a presença do hífen.

Assim, em palavras compostas que se referem a plantas e animais haverá o hífen, como é o caso de feijão-verde e batata-doce. Se a palavra composta não se referir ao tipo botânico (ou melhor, ao tipo do alimento), não haverá o hífen.

Exemplificando: Quando eu digo que comi batata doce (sem hífen), estou afirmando que comi uma batata que era doce, embora não seja da espécie batata-doce.

Da mesma forma, se afirmo que comi feijão-verde, estou dizendo que me alimentei de um tipo específico de feijão, enquando feijão verde (sem hífen) é apenas uma menção à cor do feijão e não à espécie (tipo) de feijão.

O mesmo raciocínio vale para espécies animais. Se afirmo que José foi picado por uma cobra-cega, estou fazendo menção à espécie da cobra e não necessariamente que a cobra era cega.

Quando digo, porém, que José foi picado por uma cobra cega, estou dizendo que ele foi mordido por uma cobra que estava cega, que no caso poderia ser qualquer uma, jararaca, cascavel, etc.

Como se vê, o uso do hífen faz toda a diferença na hora de distinguir palavras compostas que envolvem dois elementos (um associado à botânica ou zoologia e outro à cor, sabor, estado físico...).

.

ANDREIA ou ANDRÉIA? BANCO PANAMERICANO OU BANCO PAN-AMERICANO?

Levando em conta a primeira letra da palavra "banco", diga, em cada frase, se há erro ou acerto em relação ao emprego da inicial (se maiúscula ou minúscula).

a) O Banco do Brasil é um banco com mais de duzentos anos de existência.
b) O banco PanAmericano* pertence a Sílvio Santos.
c) O Banco Bradesco fez uma famosa parceria com as Casas Bahia, em 2004.

* Embora seja oficialmente escrita assim, pelo novo Acordo o correto seria Pan-Americano. A Base XXI do Acordo abriu uma ressalva para a assinatura de nomes próprios e a grafia de firmas comerciais, as quais podem continuar como eram assinaladas antes da convenção.

Assim, é aceito manter a escrita PanAmericano como é lícito colocar acento agudo, por exemplo, em Andréia, mesmo sabendo que em palavras paroxítonas não se acentua mais o grupo vocálico ei.

RESPOSTA: Para que a letra "b" de "banco" seja maiúscula, a frase deve ser iniciada com a referida palavra ou quando esta fizer parte do registro oficial da empresa/sociedade de economia mista, como acontece em "Banco do Brasil".

Em "PanAmericano", por exemplo, a palavra "banco" (que o antecede) não deverá ter a inicial maiúscula pois o registro é somente "PanAmericano" e não "Banco PanAmericano".

O mesmo vale para os demais bancos. Não confundir, aqui, com a regra que afirma que nomes de instituições devem ter a inicial maiúscula, pois, no caso de "PanAmericano", embora seja uma instituição bancária, a palavra "banco" não integra o nome da instituição. Assim, a última opção é a que apresenta erro, pois o correto seria "O banco Bradesco fez uma famosa parceria com as Casas Bahia, em 2004".

.

INTEIROU-SE DO ou INTEIROU-SE SOBRE? PECULIAR DE ou PECULIAR A? ESSENCIAL A ou ESSENCIAL PARA?

Analise as frases abaixo e em seguida responda ao questionário.

1 - Ele inteirou-se sobre o caso.
2 - Este achado é essencial ao desfecho do caso.
3 - Tal costume é peculiar dela.
4 - Ele é leal a ela.

Com base nas frases acima, marque as duas alternativas corretas:

a) ( ) A frase 1 está errada, pois se diz inteirar-se do caso.
b) ( ) A frase 2 está correta.
c) ( ) A frase 3 está errada, pois se diz peculiar a ela.
d) ( ) A frase 4 está errada, pois se diz leal para com ela.

RESPOSTA: O correto é: "inteirou-se do caso", "essencial para o desfecho", "peculiar a ela" e "leal a ela". Quanto à regência da frase 4, é correto também dizer "leal com ela" e "leal para com ela." Logo, as opções corretas são "a" e "c".

.

"A GRANA HAVIDA" OU "A GRANA HAVIDO"?

Das frases abaixo, qual a única que está corretamente escrita, levando em conta o emprego dos verbos haver e estimar.

a) ( ) João transmitiu a nua-propriedade havida do imóvel pelo valor estimado.
b) ( ) João transmitiu a nua-propriedade havido do imóvel pelo valor estimado.
c) ( ) João transmitiu a nua-propriedade havida do imóvel pelo valor estimada.
d) ( ) João transmitiu a nua-propriedade havido do imóvel pelo valor estimada.

RESPOSTA: O verbo "haver", quando empregado no sentido de "obter", é empregado pessoalmente, ou seja, é flexionado (singular/plural e masculino/feminino). Assim, é correto escrever "Os bens havidos no casamento", "As fortunas havidas com os jogos de azar", etc.

Em relação à dúvida sobre o emprego do adjunto adnominal "estimado/estimada", a palavra em questão concorda com "valor", que está no masculino singular. Se em vez de "pelo valor" houvesse "pelas quantias", teríamos pelas "quantias estimadas".

Quanto ao uso do hífen em "nua-propriedade", por se tratar de um substantivo composto (adjetivo + substantivo), entendemos ser obrigatória a presença do mesmo (hífen).

Se interpretei corretamente, "nua-propriedade" trata-se, na frase trazida, de um termo jurídico, o que justifica classificá-lo como um substantivo composto, daí o hífen. É possível usar, também, a expressão "nua propriedade" (sem hífen) com sentido diverso do instituto jurídico, como na frase adiante: "João encontrou a nua propriedade e totalmente entregue à sorte".

Nesta frase, a expressão "nua propriedade" (que melhor deveria ser "propriedade nua") significa que a propriedade estava vazia, completamente vazia. Assim, voltando à frase, se o termo em questão faz menção ao instituto jurídico ligado ao despojo do gozo do bem, use hífen, bem como se "havido/havida" está empregado no sentido de "obter", deve ocorrer a flexão.

.

RUY BARBOSA ou RUI BARBOSA?

Com relação à escrita dos antropônimos, qual a única alternativa errada?

a) ( ) Ruy Barbosa foi um grande jurista brasileiro.
b) ( ) Rui Barbosa foi um grande jurista brasileiro.
c) ( ) Frederico Nietzsche ainda é visto como um dos maiores filósofos de todos os tempos.
d) ( ) Friedrich Nietzsche ainda é visto como um dos maiores filósofos de todos os tempos.
e) ( ) As alternativas "a" e "c"estão erradas.

RESPOSTA: A única alternativa errada é a opção "e". Tratando-se de antropônimos, o prenome pode ser aportuguesa, enquanto o sobrenome não. No caso, as quatro primeiras opções estão corretas. A última alternativa está errada, portanto, pelo fato de ter afirmado que as opções "a" e "c" estavam erradas, quando não estão.

.

O PLURAL DE ÁLCOOL E MÁ-CRIAÇÃO

Analise as seguintes proposições e aponte a(s) verdadeira(s):

I - O plural de álcool é somente álcoois.
II - O plural de álcool é somente alcoóis.
III - O plural de álcool pode ser álcoois ou alcoóis.
IV - O plural de má-criação é somente má-criações.
V - O plural de má-criação é somente más-criações.
VI - O plural de má-criação pode ser má-criações ou más-criações.


RESPOSTA: As opções III e VI são as únicas verdadeiras.

Inicialmente a Academia Brasileira de Letras, através do Vocabulário Ortográfico, havia dito que o plural de álcool era alcoóis, ao passo que o de má-criação, más-criações.

Num encarte de correções e aditamentos, a própria ABL acentuou que o plural correto de ambos os substantivos são, respectivamente, álcoois/alcoóis e más-criações/má-criações.

.

E-MAIL ou EMAIL? ON-LINE ou ONLINE?

Leia as frases abaixo.

I - Sônia percebeu que havia somente um amigo online.
II - Sônia percebeu que havia somente um amigo on-line.
III - Sônia percebeu que havia somente um amigo online.
IV - Sônia percebeu que havia somente um amigo on-line.
V - Sônia recebeu um e-mail ontem.
VI- Sônia recebeu um email ontem.
VII - Sônia recebeu um e-mail ontem.
VIII - Sônia recebeu um email ontem.

Sobre o uso das palavras estrangeiras empregadas nas frases acima, podemos afirmar que:

a) ( ) Somente as frases em que as palavras estrangeiras estão em itálico e com hífen estão corretas.
b) ( ) As palavras estrangeiras devem ter o hífen, mas o uso do itálico não é obrigatório.
c) ( ) Todas as frases estão corretas.
d) ( ) Tendo em vista que tais palavras já foram aportuguesadas, as corretas são aquelas em que não há o itálico nem o hífen.
e) ( ) Estão corretas somente as frases em que há o itálico, independentemente do hífen.

RESPOSTA: A última versão do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, obra produzida pela Academia Brasileira de Letras, voz oficial em matéria ortográfica do país, afirma que em ambas as palavras há a presença do hífen, sem exceção.

Consultando a versão inglesa da enciclopédia virtual Wikipédia, vemos que lá - na Inglaterra -, é aceitável tanto on-line como online, diferentemente de e-mail, que tanto no Brasil como na Inglaterra é obrigatório o uso do hífen.

É cada vez mais frequente no Brasil o uso sem o hífen, principalmente em online (on-line), o que não autoriza, ainda, o uso sem o hífen. O mesmo fenômeno aparece, às vezes, em palavras como blogue e saite, uma clara tentativa de aportuguesamento de tais estrangeirismos.

Visto que os anglicismos aqui tratados não foram ainda aportuguesados, melhor é, portanto, usar o hífen em on-line e em e-mail. Quanto ao itálico, por se tratar de um estrangeirismo (no caso um anglicismo), é obrigatório destacar tais palavras, seja pelo uso de aspas, seja pelo itálico. Melhor, no caso em questão, usar o itálico. A resposta correta é, portanto, a opção "a".

.

CONSTRUÍA ou CONSTRUIA?

Recentemente entraram em vigor as novas regras gramaticais decorrentes do Acordo Ortográfico. Embora as principais mudanças tenham sido em relação ao uso do hífen, a acentuação de alguns vocábulos foi alterada. Aponte, abaixo, a única alternativa que contém pelo menos um erro de acentuação gráfica, cuja regra pode ou não ter relação com o novo Acordo.

a) ( ) historia e medico
b) ( ) influi e influí
c) ( ) construia e construí
d) ( ) cai e instruí-lo

RESPOSTA: A única alternativa que apresenta pelo menos um erro é a opção "c".

Escreve-se construía, com acento. Não confundir história com historia (ele historia, do verbo historiar) e médico com medico (eu medico, do verbo medicar). Nem influi (ele influi) com influí (eu influí). Também não devemos confundir cai (ele cai) com caí (eu caí).

.

BEIJO-DE-JUDAS ou BEIJOS DE JUDAS?

Analise as quatro alternativas abaixo e aponte qual delas está errada, levando em conta o uso do hífen e da inicial maiúscula e minúscula.

a) ( ) beijo de judas
b) ( ) beijo-de-Judas
c) ( ) beijo de Judas
d) ( ) beijo-de-judas

RESPOSTA: Opção "a". O "j" é escrito na forma minúscula. Também não há hífen. Iniciando-se uma frase, o "b" deve ser maiúsculo (o "j" continuaria minúsculo, mesmo em tal situação).

.